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24/05/2016 - 15h41 - Atualizado em 01/06/2016 - 12h59

Primeira mulher a comandar uma capitania ganha estátua no ES

A primeira mulher a comandar uma capitania no Brasil Colônia foi homenageada ao ganhar uma estátua na Prainha, em Vila Velha, nesta segunda-feira (23). Luiza Grimaldi, a Capitoa, teve a estátua colocada bem no lugar onde nasceu o Espírito Sant,o, olhando para o Convento da Penha.
Luiza Grimaldi foi nora de Vasco Fernandes Coutinho, casada com Vasco Fernandes Coutinho Filho, bastardo do donatário. Nasceu em Nice, hoje França, quando a área era de domínio italiano. O pai era fidalgo e foi capitão de uma cidadela na África.
A Capitoa governou o Espírito Santo de 1589 a 1593. Expulsou corsários ingleses e doou a área do Convento da Penha. Foi destituída pelo rei Filipe de Espanha e Portugal. Voltou a Portugal e morreu num convento, aos 85 anos.
Estátua
A obra é do escultor Hippólito Alves e a iniciativa foi do Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha (IHGVV). A escultura foi toda realizada com verba privada, financiada por dois empresários de Vila Velha que pediram anonimato.
Na cerimônia, estiveram presentes o presidente da Academia Espírito-santense de Letras, Francisco Aurélio Ribeiro, e Ester Abreu, presidente da Academia Feminina Espírito-santense de Letras, e o subsecretário de Estado de Cultura, José Roberto Santos Neves.
“A importância é registrar na história o feito dessa mulher incrível que foi a Capitoa. Praticamente não há nada registrado sobre as mulheres no quinhentismo, era um período muito masculino. A Capitoa foi uma mulher de fibra muito religiosa e teve grandes feitos à frente do estado”, diz Manoel Goes, membro do IHGVV.
Entre esses feitos, estão a expulsão do corsário inglês Thomas Cavendish e um outro muito marcante para a fé dos capixabas. “Foi ela quem doou a área que era apenas uma montanha com duas palmeiras imperiais e a capela construída por Frei Pedro Palácios. Hoje, lá temos o Convento da Penha”, diz Manoel.
A Entre esses feitos, estão a expulsão do corsário inglês Thomas Cavendish e um outro muito marcante para a fé dos capixabas. “Foi ela quem doou a área que era apenas uma montanha com duas palmeiras imperiais e a capela construída por Frei Pedro Palácios. Hoje, lá temos o Convento da Penha”, diz Manoel.
O escultor destaca que foram dois meses de trabalho se baseando nas pesquisas da escritora capixaba Bernadette Lyra. Ela fez pesquisas no Brasil e em Portugal para escrever o livro “A Capitoa”, uma ficção do passado. Foram quatro anos e mais de 400 páginas em um dossiê reunido pela escritora.
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