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01/06/2016 - 12h50 - Atualizado em 01/06/2016 - 12h54

Temer diz que percentual de gasto em Saúde e Educação não será alterado

O presidente em exercício, Michel Temer, afirmou nesta quarta-feira (1º) durante a cerimônia de posse de presidentes de bancos públicos e órgãos oficiais que os percentuais relativos aos gastos de Saúde e Educação não serão modificados.
"Nós teremos sacrifícios, mas quero registrar, para não haver exploração, que sem a limitação, os percentuais referentes à Saúde e à Educação não serão modificados. Muitas e muitas vezes, vi afirmações de que o governo vai destruir tudo no que diz respeito aos setores sociais. Faço questão de enfatizar e peço que grifem esta parte", declarou ele.
No último dia 24, Temer propôs medidas para equilibrar as contas do governo, entre elas uma regra para limitar o aumento dos gastos públicos, em um ano, ao percentual da inflação registrada no ano anterior. O objetivo é impedir o aumento real (acima da inflação) das despesas.
Durante o anuncio do pacote de medidas, o primeiro do governo Temer na área econômica, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o limite para gastos públicos também atingiria as despesas com Saúde e Educação.
"Haverá vinculação das despesas da saúde e educação a esse teto. Para que a proposta como um todo seja consistente, não há duvida de que há outras medidas administrativas e legislativas necessárias", disse Meirelles naquele momento.
 
O que muda
As regras atuais estabelecem que as despesas de Saúde e Educação são vinculadas à receita líquida do governo, ou seja, são sempre o mesmo nível percentual das receita do governo federal - que varia ano a ano. Não podem, portanto, ficar abaixo desse percentual.
Se a limitação proposta por Temer for aprovada pelo Congresso Nacional, elas passariam a ter um percentual definido em relação ao teto fixado - cujo valor ainda não está definido - e assim permaneceriam nos próximos anos. Entretanto, não poderiam crescer mais do que a inflação, explicou a equipe econômica na semana passada.
Pelo projeto anunciado na semana passada, a aplicação mínima de recursos em Educação e Saúde teria como base o valor mínimo obrigatório observado em 2016, ou seja, que está sendo pago neste ano. Esse valor será aumentado anualmente de acordo com a inflação do ano anterior.
Ainda na semana passada, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Carlos Hamilton, explicou que, pela proposta, o gasto com Saúde e Educação poderá crescer acima da inflação, mas somente caso outras áreas gastem abaixo do limite, para compensar o aumento.
O teto da inflação para o aumento dos gastos públicos, disse Hamilton, vale para o orçamento como um todo. Então, é possível que uma área gaste mais, mas para isso é preciso cortar em outra.
Segundo o Ministério da Fazenda, o projeto prevê que, caso a norma constitucional seja desrespeitada, o agente público que deu causa à infração responderá conforme previsão legal. Cabe notar ainda que qualquer lei aprovada em desconformidade com norma constitucional.
 
FONTE: G1

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