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28/06/2016 - 15h36 - Atualizado em 28/06/2016 - 17h05

Operação combate contrabando e imigração ilegal em Vitória

Estabelecimentos no Centro de Vitória e na Vila Rubim foram alvo da Operação Huo Shan, que combate a imigração ilegal, o contrabando e a comercialização ilegal de mercadorias. Pelo menos, 12 lojas foram fiscalizadas, nesta manhã de terça-feira (28), em uma ação conjunta da Polícia Federal, da Secretaria de Estado da Fazenda e da Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo.
As lojas fiscalizadas vendem produtos importados e nacionais. Um dos estabelecimentos foi lacrado pelos auditores fiscais.
receita federalSegundo a Receita Federal, o objetivo da ação é fiscalizar a regularidade da importação dessas mercadorias, o cumprimento da lei de propriedade intelectual (direito autoral) e o recolhimento regular de impostos.
O Serviço de Vigilância e Controle Aduaneiro (Sevig) da Alfândega da Receita Federal em Vitória fez um trabalho prévio de investigação sobre as empresas e os proprietários, levantando indícios que apontam para os crimes de contrabando, descaminho (extravio), sonegação fiscal e falsificação de marcas, entre outros.
As mercadorias encontradas com suspeitas de irregularidades foram retidas pela Receita Federal e os proprietários serão intimados a apresentar os documentos que comprovem a regularidade fiscal das aquisições.
Caso as comprovações não sejam fornecidas, os produtos estão sujeitos à aplicação da pena de perdimento.
Lojas fiscalizadas
Um dos estabelecimentos vistoriados foi a loja Milênio 2000, na avenida Jerônimo Monteiro, no Centro de Vitória. No local, a Receita Federal recolheu algumas mercadorias com personagens infantis conhecidos. Os auditores não deram detalhes sobre as irregularidade dos produtos.
Na mesma loja, auditores da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) recolheram uma máquina que registra a venda de mercadorias. O equipamento não estava sendo utilizado, mas não pertencia ao estabelecimento.
“Vamos recolher o emissor de cupom fiscal que está em situação irregular e também solicitamos alguns documentos fiscais para a gente comparar com o que nós temos na Receita Estadual”, explicou o auditor da Sefaz Wilson Coelho.
O auditor explicou que a loja vai ter cinco dias para apresentar os documentos solicitados e em seguida, vai ter 30 dias para se regularizar.
O proprietário da loja, Zang, disse que ficou surpreso com a ação, mas que tudo está correto com a empresa que funciona há seis anos.
“Vou apresentar os documentos que eles estão pedindo e não tem nada de errado com a minha loja. Meu contador está a caminho e vai esclarecer todos os questionamentos, eu ainda não sei bem o que está acontecendo”, disse Zang.
Sobre a máquina recolhida, o dono disse que não estava funcionando na outra loja da família e por isso estava no local há três dias para testes.
Nome
O nome da operação (Huo Shan) significa "montanha de fogo", em Mandarim. Na literatura chinesa, trata-se da referência à atividade de um vulcão que destrói o mal e refaz o cenário à sua volta, com uma força avassaladora.
operação
 

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