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15/07/2016 - 16h54 - Atualizado em 15/07/2016 - 16h55

Cesan negocia 20% das ações com novo investidor, diz presidente

A Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) vai ter um sócio para realizar investimentos em água e esgoto no estado e compartilhar a administração da empresa. O governador Paulo Hartung (PMDB) confirmou que as negociações estão em andamento e a previsão é que ela aconteça até o final deste ano.
Abertura de capital da empresa pode trazer R$ 500 milhões em investimentos, que podem ser direcionados para distribuição de água e captação do esgoto.
O presidente da Cesan, Pablo Andreão, explicou que essa negociação acontece via programa Fundo de Investimento em Infraestrutura (FIFGTS) com a Caixa.
"Será uma negociação em torno de 20% de participação na Cesan. Assim, o controle da empresa não sai do governo do estado. O percentual ainda é estimativa. Vai ter um leilão na bolsa de valores de São Paulo e o percentual vai depender disso”, disse.
O presidente falou ainda que isso vai aumentar o número de ações da empresa, com chances maiores de investimento.
“O fundo entra como sócio na companhia e ela passa a ter um tamanho maior. Esse aumento de capital entra livre para investimento, podendo ser utilizado, por exemplo, para investir em projetos de água, de esgotamento sanitário, de melhoria operacional, de melhoria ao atendimento à população”, destacou Andreão.
Por causa do aumento de capital, a expectativa também é de aumento do número de empregos na companhia. “Quando você traz um novo sócio, espera-se que você traga boas práticas, novas ideias. Isso não é uma exigência do modelo, mas uma exigência de mercado”, falou o presidente.
A estimativa, com a entrada do novo sócio, é que, em menos de cinco anos, toda a região Metropolitana do Espírito Santo seja contemplada com uma grande melhora no tratamento de esgoto. “Vamos trazendo esses investimentos, para que, de fato, a gente alcance nossa meta de universalização de tratamento”, disse Andreão.
Para o presidente da companhia, é importante a parceria entre o setor público e o privado. “A gente acredita que precisa do setor privado para complementar o setor público. Nós precisávamos discutir o saneamento e essa foi uma grande oportunidade gerada pelo cenário de crise hídrica, porque passamos a discutir de fato o saneamento e a reconhecer o valor da água”, destacou.

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