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11/08/2016 - 16h53 - Atualizado em 16/08/2016 - 15h12

Preso suspeito de estupro, boxeador consegue habeas corpus e vai lutar

 Uma reviravolta tirou o boxeador Jonas Junias de um presídio em Bangu e o colocou de volta aos Jogos Olímpicos. Preso no último dia 8 suspeito de estuprar uma camareira que trabalha na Vila Olímpica da Rio 2016, o atleta da Namíbia conseguiu habeas corpus e está confirmado para encarar o rival Hassan Amzile, da França, nesta quinta-feira, às 18h, no Pavilhão 6 do Riocentro. O GloboEsporte.com apurou com fontes ligadas à competição que o namíbio participou normalmente da pesagem oficial, nesta manhã, e que o habeas corpus saiu na quarta-feira, liberando ele da prisão para a Olimpíada.
A delegada Carolina Salomão, da 42º DP (Recreio), afirmou nesta segunda-feira (8) que o treinador do pugilista da Namíbia Jonas Junias Jonas, preso suspeito de estupro, estava no quarto e não tentou impedir o crime. Segundo a delegada, o pugilista já foi levado para um presídio em Bangu, na Zona Oeste.
"A vítima alega que o treinador dele estava no quarto, viu a abordagem e não chamou a atenção dele. Nem fez nada para coibir. O treinador teria visto [o crime], mas não deve responder como coautor. Mas o mínimo que ele deveria ter feito é ter reprimido", afirmou Carolina Salomão.
"É um desrespeito às leis e às mulheres brasileiras", declarou a delegada. O atleta de 22 anos foi preso no domingo (7) por volta de 17h.
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Aos 22 anos, Jonas Junias foi o porta-bandeira da Namíbia na cerimônia de abertura da Rio 2016, na última semana. De acordo com a camareira que fez a denúncia, o pugilista tentou beijá-la e depois ofereceu dinheiro para fazer sexo com ela. A funcionária deixou o local correndo e foi até a delegacia fazer a denúncia.
De acordo com o Código Penal brasileiro, o crime de estupro se configura se o autor forçar a vítima a ter conjunção carnal, praticar ato libidinoso (qualquer um que vise prazer sexual) ou obrigar a vítima a permitir que se pratique ato libidinoso com ela. Portanto, qualquer ato com sentido sexual praticado sem consentimento é considerado estupro.
Preso, Jonas foi levado para a 42ªDP do Recreio dos Bandeirantes, bem próximo da Vila Olímpica. Depois, foi encaminhado para o Complexo Penitenciário de Bangu. Além dele, outro boxeador havia sido preso por estupro. Hassan Sada, do Marrocos, foi suspeito de cometer o crime contra duas camareiras. Ele também conseguiu um habeas corpus, mas neste caso a liberação veio tarde demais e o atleta perdeu por W.O por não comparecer à pesagem oficial do evento.
O site "The Namibian" traz em sua manchete a liberação de Jonas. Uma fonte ouvida pela publicação garante que o atleta está bem e pronto para o duelo.
- Falei com ele pelo telefone. Aparentemente ele está bem e disse que está focado em cumprir seu objetivo, que é conseguir uma medalha aqui. Ele disse que o que aconteceu não afeta ele e vai lutar como planejado - disse a fonte, que garantiu que a polícia brasileira o levou até a pesagem e também faz vigília no seu quarto na vila Olímpica.

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